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FESTIVAL DO RIO 2017 – 20 APOSTAS

06.10.2017
Por Marcelo Janot
Dicas sobre o que privilegiar na programação entre os 250 títulos

A ideia da lista abaixo é fazer uma peneira entre os 250 filmes programados para o Festival do Rio. O critério para a escolha dos títulos dessa lista foi observar sua repercussão no exterior, como prêmios em festivais importantes ou elogios da crítica. Selecionei 20, mas muita coisa boa pode ter ficado de fora. Confiram também outras dicas nas críticas publicadas pela equipe do Críticos.com.br diariamente no site clicando aqui: http://criticos.com.br/?p=10103.



120 BATIMENTOS POR MINUTO, de Robin Campillo – Terceiro longa dirigido pelo roteirista de “Entre Os Muros da Escola”, o filme ganhou o grande prêmio do júri e o prêmio da crítica em Cannes.

AÇÚCAR, de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira – Desde o curta “Praça Walt Disney” (2011), a dupla vem chamando atenção com ótimos filmes como “Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos”, dirigido por Sergio, que ganhou o prêmio de direção no Festival do Rio do ano passado mas permanece inédito.

AMANTES SÃO MOLHADOS, de Tatsumi Kumashiro – Em tempos sombrios e de tanta caretice, vale a pena conferir este e outros exemplares da pornochanchada japonesa dos anos 70.

BOM COMPORTAMENTO, de Benny e Josh Safdie – Os irmãos Safdie são há tempos uma grande promessa do cinema independente americano, que pode estar se confirmando com esse elogiado filme

CADÁVERES BRONZEADOS, de Hélène Cattet e Bruno Forzani – Apontado como uma mistura do western spaghetti de Sergio Leone com o terror B de Mario Bava e Jess Franco, esse violento thriller promete ser uma experiência e tanto.

UMA CASA À BEIRA-MAR, de Robert Guédiguian – Tirando o fraco “O Fio de Ariane” é muito difícil que um filme que reúna o diretor Robert Guédiguian e a atriz Ariane Ascaride decepcione, vide “A Cidade Está Tranquila”, “As Neves do Kilimandjaro” e outros.

CORPO E ALMA, de Ildikó Enyedi – Este drama húngaro venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim.

UMA CRIATURA GENTIL, de Sergei Loznitsa – Os filmes do diretor ucraniano, como “Na Neblina” e “Minha Felicidade”, são fortes e impactantes, e esse colecionou elogios em Cannes.

ENSIRIADOS, de Philippe Van Leew – Um dia dentro de um apartamento na Síria, em plena guerra, rendeu a este drama estrelado pela grande atriz israelense Hiam Abbass os prêmios do público e de melhor direção em Berlim.

EU, PECADOR, de Nelson Hoineff – Prepare-se para conhecer um Agnaldo Timóteo como você nunca viu, pelo olhar sempre atento ao inusitado do nosso colega crítico e cineasta Nelson Hoineff.

EX LIBRIS: BIBLIOTECA PÚBLICA DE NOVA YORK, de Frederick Wiseman – Ao que tudo indica, o diretor de 87 anos nos brinda com mais uma de suas obras-primas da imersão documental.

A FESTA, de Sally Potter – Esta comédia amarga em preto e branco da diretora de “Orlando” foi bastante elogiada pela crítica em Berlim.

FEVEREIROS, de Marcio Debellian - Excelente documentário que usa como ponto de partida o enredo da Mangueira em homenagem à Maria Bethania para mostrar a influência e a importância da religiosidade em sua música.

HANNAH, de Andrea Pallaoro – Para muitos, a brilhante atuação de Charlotte Rampling, premiada como melhor atriz em Veneza pelo papel, já garante a recomendação.

JEANETTE: A INFÂNCIA DE JOANA D’ARC, de Bruno Dumont – O diretor de filmes densos como “A Humanidade” e extravagantes como “Mistério na Costa Chanel, o diretor francês Bruno Dumont seguramente vai causar algum estranhamento com seu retrato da infância de Joana D’Arc.

ME CHAME PELO SEU NOME, de Luca Guadagnino – Essa história de amor ambientada na Riviera Italiana nos anos 80, com roteiro de James Ivory, vem colhendo elogios por onde passa.

MEMÓRIAS DO SUBDESENVOLVIMENTO, de Tomás Gutierrez Alea – Chance rara de ver na tela grande, em cópia restaurada, aquele que é considerado o melhor filme da história do cinema cubano.

OS MEYEROWITZ, de Noah Baumbach – Depois das bombas “Enquanto somos jovens” e “Mistress America”, Baumbach voltou a colher elogios como na época de “A lula e a baleia” e “Frances Ha”.

RODA GIGANTE, de Woody Allen – É o novo filme de Woody Allen, só isso já basta para credenciá-lo entre as atrações imperdíveis.

SENHORA FANG, de Wang Bing – Melhor filme no Festival de Locarno, o novo documentário de Wang Bing acompanha os últimos dias da vida de uma senhora que sofre do Mal de Alzheimer, num vilarejo chinês.

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