Críticas


FESTIVAL DO RIO 2006: ROBERT WILSON

De: KATHARINA OTTO-BERNSTEIN
29.09.2006
Por Daniel Schenker
O ELO ARTE/VIDA EM BOB WILSON

Com Tudo que você queria saber sobre Robert Wilson (tradução pouco feliz para Absolute Wilson que lembra o título de um dos filmes de Woody Allen, Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo e nunca teve coragem de perguntar ), a cineasta Katharina Otto-Bernstein presta um serviço importante ao documentar a trajetória do diretor Robert (Bob) Wilson, destacando suas referências (Merce Cuningham, John Cage) e contextualizando-o na efervescência da cena alternativa da Nova York dos anos 1960, impulsionada pelo desenvolvimento das pesquisas no campo da performance e pela presença de grupos dotados de propostas libertadoras, como o Living Theatre, conduzido por Julian Beck e Judith Malina.



O “tema” mais destacado pela diretora diz respeito ao trabalho de Bob Wilson e ao de tantos outros artistas: a conexão direta entre arte e vida. Afinal, Wilson vem utilizando experiências pessoais em seus espetáculos, muitas referentes à própria infância. E sublinha, em seus depoimentos, o autoconhecimento do corpo como fundamental para o desenvolvimento do trabalho do intérprete. Herdeiro da “filosofia” da obra de arte total, ele procura “construir seu próprio mundo” em obras que resultam da mescla de influências de diversas manifestações artísticas, sem perder totalmente de vista a conexão com a base dramatúrgica, seja literária (sua versão para Orlando , com Isabelle Huppert), seja teatral ( As Três Irmãs ).



# TUDO QUE VOCÊ QUERIA SABER SOBRE ROBERT WILSON (ABSOLUTE WILSON)

Estados Unidos/Alemanha, 2006

Direção: KATHARINA OTTO-BERNSTEIN

Duração: 105 minutos

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