Críticas


CONTRA O TEMPO

De: DUNCAN JONES
Com: JAKE GYLENHAAL, MICHELLE MONAGHAN, VERA FARMIGA
02.10.2011
Por Marcelo Janot
ENTRETENIMENTO COM ÉTICA

Duncan Jones poderia ser conhecido apenas como “o cineasta que é filho de David Bowie”. Mas os dois filmes que dirigiu, a fantástica ficção científica “Lunar” (leia crítica na seção DVD do site) e este “Contra o Tempo” (“Source Code”), são suficientes para apontá-lo como um dos mais promissores diretores da atualidade. Sua pequena mas relevante obra se destaca por abordar um tema caro à sociedade contemporânea: a ausência de limites éticos na ciência.



A angústia sentida por seres humanos que se vêm reféns de experiências como as mostradas nos dois filmes é tratada por Jones com arrojo visual e narrativo. Não é fácil entreter o espectador com uma história em que os mesmos blocos de ação praticamente se repetem a cada oito minutos. É preciso um roteiro plausível, instigante, uma boa edição e um diretor que saiba o que quer dizer e onde colocar a câmera.



Fica evidente que Jones, trabalhando com um orçamento maior e atrelado a um grande estúdio, não teve a mesma liberdade para ousar como em “Lunar”. Se quisesse, ele poderia ter seguido à risca a proposta de que cada bloco tivesse exatamente os oito minutos propostos pelo roteiro, mas optou por condensar algumas cenas. E o roteiro ainda faz uma desnecessária concessão ao sentimentalismo no final. Ainda assim, o filme traz boas doses de suspense e ação e faz refletir. Tem que ser visto.



# CONTRA O TEMPO (Source Code)

EUA, 2011



DIREÇÃO: DUNCAN JONES

ROTEIRO: BEN RIPLEY

ELENCO: JAKE GYLENHAAL, MICHELLE MONAGHAN, VERA FARMIGA

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