Críticas


A FITA AZUL

De: REBECCA THOMAS
Com: JULIA GARDNER, RORY CULKIN, LIAM AIKEN
26.06.2014
Por Carlos Alberto Mattos
Parábola bíblica de brincadeirinha

A sinopse costuma atrair muita gente para ver A Fita Azul (Electrick Children): garota virgem de família mórmon fica grávida depois de ouvir um cassete de rock e sai à procura do autor, que ela acredita ter produzido o milagre. Tudo isso está lá como prometido, numa chave de fantasia adolescente para adolescentes. No fundo dessa parábola bíblica de brincadeirinha, o que se conta é uma história de amadurecimento sexual e procura inconsciente do próprio pai. Nada que precise passar por um divã, mas somente por uma rápida viagem a Las Vegas.

O título faz trocadilho de Electric com trick (truque), o que não ajuda muito a desvendar o “mistério” contido no argumento. Esse é o primeiro longa da diretora e roteirista Rebecca Thomas, também ela criada na fé mórmon. O filme não chega a ser um rompimento com o puritanismo de suas origens, mas aborda o assunto com algum humor e picardia. A atriz Julia Garner é um bom trunfo para passar à plateia o misto de inocência e atrevimento da personagem. Sua única pista para encontrar o que procura é a baladinha Don´t Leave me Hanging on the Telephone, da banda The Nerves, dos anos 1970. Se ela não enjoar seus ouvidos durante o filme, e se aquilo tudo não lhe parecer uma rematada tolice, até que você vai curtir.

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