Críticas


HISTÓRIAS CRUZADAS

De: TATE TAYLOR
Com: VIOLA DAVIS, OCTAVIA SPENCER, JESSICA CHASTAIN
12.02.2012
Por Daniel Schenker
FEITO PARA EMOCIONAR

Histórias Cruzadas propõe uma relação absolutamente acomodada com o espectador, levado a se emocionar com a via-crúcis das empregadas domésticas vítimas de preconceito racial e social no Mississipi da década de 60. Discriminadas pelas patroas, elas encontram oportunidade de resgatar a auto-estima através do projeto da jovem Skeeter (Emma Stone), moça branca disposta a escrever um livro denunciando os absurdos cometidos no dia-a-dia.



Escorado em A Resposta , livro de Kathryn Stockett, o diretor Tate Taylor destaca as jornadas de duas empregadas, Aibeleen (Viola Davis) e Missy (Octavia Spencer), de personalidades diversas e problemas parecidos. A primeira, com experiência acumulada como babá, é obrigada a se submeter ao tratamento imposto pela patroa; a segunda, menos submissa, encontra certa estabilidade quando começa a trabalhar para Celia (Jessica Chastain), mulher rica, mas também discriminada nas rodas sociais comandadas por Hilly (Bryce Dallas Howard).



O diretor Tate Taylor mostra que o preconceito nem sempre se destina tão-somente aos negros através da personagem de Celia. E destaca que as crianças brancas sofrem nas mãos de pais desequilibrados. Referências à realidade – o assassinato de John F. Kennedy, as ações da Klu Klux Klan – vêm à tona. Essas preocupações, porém, não tornam Histórias Cruzadas mais complexo. Até o final de seus 146 minutos, o cineasta investe no caráter edificante da história que conta.



Boa parte dos atrativos se concentra nas atuações, com destaque para uma contida Viola Davis, favorita na corrida ao Oscar de melhor atriz. A produção foi indicada ainda nas categorias filme e atriz coadjuvante (para Octavia Spencer, um tanto exagerada, e Jessica Chastain). Se for feita justiça, não sairá com muitas estatuetas da festa do dia 26.

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